O que é a Felicidade? Ela existe?

O que é a Felicidade? Ela existe? 1

A felicidade é para muitos uma sequência de momentos felizes onde atingimos a nossa plenitude, para outros um lugar onde devemos chegar e para outros uma Utopia. Mas o que os grandes pensadores falam sobre isso?

Para Sigmund Freud, todo indivíduo é movido por essa busca, mas que seria uma coisa utópica, uma vez que para ela existir, não poderia depender do mundo real, onde a pessoa pode ter experiências como o fracasso e desta maneira se consideraria apenas em momentos felizes. 

A felicidade nas religiões

Já para muitas religiões como as ocidentais, está na obediência a Deus, o Absoluto, e também nos ensinamentos dos seus messias, que buscam em si, a verdadeira felicidade que nada mais é que o retorno ao pai.

No caso das religiões orientais e em especial do budismo, por exemplo, podemos dizer que a felicidade é se desprender do sofrimento e superar o desejo que está no ego, na sua mente; e chegar à iluminação por meio do treinamento mental.

Ainda na filosofia…

Para a vasta filosofia, a felicidade sempre trouxe vários pensadores e aos mais variados pareceres que nos moldam até hoje, não é à toa que ela é a mãe de todas as ciências, não é?

Para o Grego Aristóteles, em “ética a Nicômano”, a felicidade tem dois passos: o maior bem desejado pelos homens, onde existe o bem superior, voltado a um bem coletivo. E o fim (no caso a finalidade, o resultado) das ações humanas, que seria a constante busca pela felicidade, ou seja, associada a noção de “falta” de alguma coisa e isso dependia do momentum da pessoa. A felicidade então passa a ser uma percepção.

Para o também grego, Epicuro, a felicidade ocorre através da satisfação dos desejos como algo que se pode alcançar por meio de prazeres moderados e de tudo que não ameacem o bem-estar do corpo, a fim de ter esses prazeres como algo que traz tranquilidade.

Apesar de buscar a satisfação dos desejos, e ser associado ao livre-arbítrio para decidir as questões, a única coisa descomedida que você poderia ter sem moderação era a busca pelo intelecto. Portanto segundo Epicuro a felicidade se obtém por:

1. Ser prudente, gentil e justo em atitudes e pensamentos

2. Ter controle dos seus medos e desejos

3. Aproveitar os pequenos deleites da vidaJá para o estoicismo, consiste em apenas viver em detrimento de suas próprias virtudes, buscando a paz interior e compreendendo e aceitando a influência do mundo, do Universo, do Deus em nossas vidas. Procurando uma felicidade interior, não se deixando perturbar por coisa alguma que possa acontecer.

Em outras palavras: A Felicidade depende da aceitação do nosso destino e para isso devemos repudiar a tristeza e a insatisfação, levando em consideração:

  1. Entender que não se pode alterar os eventos externos

2. Desejar somente as coisas que dependem única e exclusivamente de nós

3. Eliminar ao máximo as paixões, buscando a ataraxia ( tranquilidade).

Para Pirro de Élis, para o filósofo indiano Mahavira, e assim como para muitas outras personalidades como Mahatma Gandhi  e Nelson Mandela, a não violência era um importante aliado para atingir a felicidade plena.

Enquanto isso a felicidade no Oriente…

Confúcio, filósofo Chinês dizia: 

A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros. Ou seja, a felicidade depende de que tudo esteja em Harmonia, do respeito e da generosidade entre as pessoas e o mundo. Para vc ser feliz precisava estar em paz.

Para Lao Tsé, pai do taoísmo, a natureza é o modelo perfeito, quando diz: “Cada parte da natureza pode nos lembrar de uma qualidade que admiramos e devemos cultivar a nós mesmos – a força das montanhas, a resiliência das árvores, a alegria das flores. Deixa muito claro que seus preceitos que se originam da natureza,  Como Wayne Dyer, o pai da motivação, escreveu em seu livro best-seller Mude seus pensamentos-Mude Sua Vida: Vivendo a sabedoria do Tao.

Mas como fica a ciência e a felicidade?

Para a ciência eu arriscaria dizer que a felicidade está em conhecer nossas origens, de onde viemos, para onde vamos, quem somos, o que é o Universo. Está muito mais atrelado à conquista do conhecimento, do êxtase do saber. E diga-se de passagem, a felicidade é a busca incessante pela verdade que obviamente nós traz o amor incondicional, a paz, alegria, etc.

Já para a neurociência, a felicidade é um estado de plasticidade de cérebro em resposta às coisas positivas, que advém do número de sentimentos, percepções e emoções de coisas que experimentamos. O problema não está no se experimentamos, mas em quanto tempo experimentamos este “momentum”. Isso está associado ao envolvimento prolongado do estriado ventral, uma área do cérebro que está diretamente relacionada com estes estados, isso segundo artigo publicado no Journal of Neuroscience, 2015.

Portanto, é importante ter em conta não só quanta emoção a pessoa experimenta, mas também por quanto tempo estas emoções persistem. De acordo com estes pesquisadores, práticas como a bondade amorosa, a compaixão e a empatia, podem ajudar a aumentar estas ações positivas,  além da prática da meditação para diminuir o estresse.

O que dizem os autores contemporâneos sobre a felicidade?

No dias atuais, muitos autores ainda falam o que filósofos e religiosos falavam no passado, mas de uma maneira mais moderna, vejamos:

Segundo Cal Newport, no seu livro ‘So Good They Can’t Ignore You’, o que a maioria das pessoas entende por felicidade é, na verdade, uma busca frívola: felicidade não é conseguida ao ser almejada por si mesma, mas sim como consequência de um trabalho contínuo e obtenção da maestria sobre uma área do conhecimento.

No livro ’12 Rules for Life’, o psicólogo Jordan Peterson argumenta que a felicidade se encontra na intersecção da ‘ordem’ e do ‘caos’.

Para Martin Seligman , a sua felicidade está ligada a existência das coisas que você quer ou na presença de alguém, como citado em seu livro a Felicidade Autentica publicado em 2002.

Para Allan Wallace, autor de Cultivating Emotional Balance, a felicidade genuína está ligada ao propósito pessoal, a doação e ao sentido que damos para a nossa existência.

Em contrapartida Daniel Kahneman, economista e psicólogo, ganhador do prêmio Nobel em 2002, diz que a felicidade é um traço da personalidade e que está diretamente relacionada com ser saudável, ter uma condição financeira satisfatória, seguir o fluxo ou fazer as coisas sem dar atenção ao esforço e principalmente, que tudo é momentâneo, e que estamos sempre desconformes com o que temos, pois a busca pela felicidade é eterna.
Ele ainda constatou que deixamos de valorizar as pequenas coisas e momentos  presentes da vida, para buscar no futuro a felicidade a longo prazo.

Mas no final das contas, a Felicidade existe?

De qualquer maneira, a felicidade está em nós, em relação a como percebemos as coisas e em como entendemos as nossas expectativas, as nossas emoções e lidamos com elas, porque somente parte desta sensação tem a ver com o que você sente; o resto é produto do cérebro, de um cálculo mental, em que você computa suas expectativas, seus ideais, a aceitação do imutável, entre outros fatores que a vida nos projeta.

Assim, para mim Selva, a felicidade é um estado mental e espiritual e, como tal, pode ser intencional e estratégico.  Tudo depende de como você vê a vida, suas experiências e o proveito que você tira delas. Portanto, ser feliz é aprender a lidar com a vida, é aprender a viver. 

E para você, o que é a felicidade? 

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Sobre mim
Selva Salerno

Selva Salerno

Ativista quântica, Empresária, Consultora e Palestrante, formada em Comunicação Visual, Propaganda e Criação Publicitária. Criadora da agência e-fácil, negócios digitais, do Grupo Onda Quântica e da Intuitare Desenvolvimento visionário, busca, por meio do seu conhecimento, levar o visionarismo e o uso da intuição a empresários, gestores e trabalhadores, por meio de Palestras, Cursos e Práticas. Atualmente pesquisa teorias da Neurociência e da Física Quântica no mundo corporativo-empreendedor.

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